domingo, 30 de janeiro de 2011

DINÂMICAS PARA SEREM TRABALHADAS NO PERÍODO DE ADAPTAÇÃO ESCOLAR


Sugestões de dinâmicas para serem aplicadas durante o período de adaptação do ano de 2011 na Educação Infantil e do 1º ao 5º Ano.

Pedagogo: Francisco Evandro Barbosa do Nascimento.

Introdução
As dinâmicas são instrumentos, ferramentas que estão dentro de um processo de formação e organização, que possibilitam a criação e recriação do conhecimento.
Estamos dispondo dinâmicas que foram extraídas de algumas apostilas e livros. Esperamos que sejam de grande utilidade. Caso queira contribuir, você também pode nos enviar alguma dinâmica que conheça.

Para que servem:
- Para levantar a prática: o que pensam as pessoas, o que sentem, o que vivem e sofrem.
- Para desenvolver um caminho de teorização sobre esta prática como processo sistemático, ordenado e progressivo.
- Para retornar à prática, transformá-la, redimensioná-la.
- Para incluir novos elementos que permitem explicar e entender os processos vividos.


História coletiva

Finalidade: desenvolver a fantasia e reflexão quanto ao entrosamento do grupo.
Característica: imaginação, verbalização, rapidez, espírito de equipe.
Descrição:
1. Sentados em roda, alguém inicia uma história (de preferência com um enredo fantástico e estimulante).
2.A história vai sendo completada pelo colega vizinho à sua direita e assim sucessivamente até todos darem sua contribuição a essa história maluca.
3.Termina quando todos já tiverem contribuído para a história.
Comentários:
O educador (coordenador) deve frisar que uma regra fundamental do jogo é a não-interrupção da história, ou seja, ao receber o enredo passado pelo colega à sua esquerda, o participante deve imediatamente continuar a história com uma relativa coerência.

Fonte: Jogos de Cintura - Escola Sindical 7 de Outubro. Publicada no livro “Dinâmica de Grupos na Formação de Lideranças” - Ana Maria Gonçalves e Susan Chiode Perpétuo, editora DPeA.


Bola dos sentimentos

Objetivo: promover a integração do grupo.
Descrição:
     Listar virtudes e sentimentos e escrever em papéis ou etiquetas para colar em uma bola. Ex: amor, perdão, tolerância, raiva, alegria, tristeza, paz, rancor, solidariedade etc.
     Em círculo, jogar a bola para o colega que retira uma etiqueta colada e fala sobre aquele sentimento ou virtude e por que o escolheu.
(enviada por Diva Daniela N. Oliveira, por-email)


Descobrindo a quem pertence

Desenvolvimento:
1. O facilitador divide o grupo em duas metades.
2. Uma metade do grupo dá ao facilitador um objeto de uso pessoal. O facilitador mistura os objetos e os distribui pela outra metade, que sai à procura de seus donos. Não é permitido falar.
3. Ao encontrar o dono do objeto recebido, forma-se par com ele.
Obs.: Esta atividade objetiva, também, estabelecer as relações no grupo. É divertida e usa a curiosidade do grupo como detonadora de uma busca. Pode ser feita no início de um grupo e repetida sempre que se deseja um clima mais descontraído.

Fonte: A dinâmica foi retirada do livro “Aprendendo a ser e a conviver” - de Margarida Serrão e Maria Clarice Baleeiro, Editora "FTD", 1999.


Viver a Vida

A ponta do mistério
Pode ser ruim pensar apenas no presente
Pode ser pouco inconseqüente
Não se programar pra preparar um bom futuro
Pode ser um tiro no escuro
Pode ser também que a gente morra de repente
Pode ser um tanto deprimente
Não aproveitar os dias adiando a vida
Pode ser um tiro suicida
Deve ser tão bom levar a vida livremente
Deve ser bastante diferente
Não se acomodar, seguir em frente nessa estrada
Deve ser um tiro de largada.
(Gabriel o Pensador, poeta e cantor brasileiro)
Para conversar:
Esta poesia é um convite para a gente pensar sobre como viver a vida.
É possível construir um estilo de vida que nos ajude a viver bem? O que ajuda e o que não ajuda nesta tarefa?
Trabalhar em grupo, com o objetivo de integração e reflexão do tema.
- Cada grupo conversa sobre a poesia e resume sua idéia de viver bem, em quatro frases (duas para cada questão); as escreve em quatro tiras de papel e coloca cada uma dentro de um balão da mesma cor. Enchem-se os balões que ao som de uma música são atirados para cima. Todos se esforçam para mantê-los no ar. Ao parar a música, cada grupo pega quatro balões de cor diferente dos seus, estoura, lê cada frase e a fixa em um painel de isopor. Se desejar, pode comentá-la. Faz-se a leitura final e finaliza-se com uma salva de palmas para o trabalho dos grupos.


Balão dos sonhos

Objetivos: integrar o grupo e falar dos sonhos.
Descrição: entregar um balão colorido e um pedaço de papel para cada pessoa. Pedir para que anotem seu maior desejo para este ano e como pretendem realizá-lo. Colocar o papel dentro do balão, encher e amarrar. Fazer um círculo e, dois a dois, conversar sobre este sonho. Depois, ao som de uma música, soltar os balões para o alto, de modo que todos se envolvam na brincadeira. O animador vai motivando o grupo para não deixar cair ou perder nenhum dos sonhos; que o ar leve estas intenções para cima, para o mundo, e que sejam para melhorá-lo.
Finalizar: finalizar com um abraço, desejando boas vindas ao colega de turma.





Perca tempo

Descrição: Utilize a poesia de Quintana para fazer uma encenação sobre esse tempo que estamos vivendo: situações de quem vive com pressa e escravo do relógio; de quem vive “matando” o tempo; de quem perde as oportunidades recebidas por não conseguir administrar o tempo que tem; de quem aprendeu a discernir prioridades e viver bem.

O Tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é Natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está à minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
(Mário Quintana, poeta brasileiro)


Faça sua parte

Descrição: Forme grupos para discutir as dicas do "Movimento Todos Pela Educação" para os estudantes. Cada grupo discute três ou quatro dicas e depois apresenta para os demais as principais ideias debatidas. Pode-se propor que cada um apresente em forma de rap ou outro estilo musical.
1 - Acredite em você
2 - Assuma a responsabilidade de ser estudante
3 - Não abra mão de seu direito de aprender
4 - Leia muito
5 - Faça o máximo para não repetir o ano
6 - Converse sobre a escola com seus pais
7 - Cuide da sua saúde
8 - Ajude seus colegas e outros estudantes
9 - Cobre seu direito a uma educação de qualidade
10 - Respeite a equipe da sua escola
11 - Apoie a integração entre escola e comunidade
12 - Fique de olho nos políticos
13 - Lembre-se da educação na hora de votar
14 - Participe, manifeste-se, seja ativo
15 - Acompanhe o uso dos recursos na educação
16 - Apoie a construção de parcerias
17 - Saiba mais sobre a educação no Brasil


Cartões Postais

Objetivos: “quebrar gelo” e integrar os participantes do grupo.
Descrição: o animador fixa cartões postais numerados num lugar visível ao grupo. Convida os presentes a observarem em silêncio os postais, escolhendo cada qual o que mais lhe agrada e também aquele de que menos gosta. Cada um escreve em uma folha o porquê da escolha. Formam-se pequenos grupos para conversar sobre suas escolhas.
No plenário, cada grupo comenta sua escolha; em primeiro lugar, indicam os postais que não lhes agradaram e, a seguir, aqueles dos quais mais gostaram.
Avaliação:
- O que descobrimos acerca dos demais, através desse exercício?
- Como nos sentimos?


Escravos de Jó

Objetivos: integrar o grupo para trabalhar em sintonia.
Descrição: sentados em círculo, cada um com uma caixa de fósforos na mão, cantar a cantiga Escravos de Jó, passando a caixa de fósforos para o colega da direita, de forma ritmada, de modo que nenhuma caixa fique parada. Quando chegar no refrão, movimentar a caixa pra direita, pra esquerda e pra direita, sem perder o ritmo.
Avaliação:
- O que descobrimos com esta brincadeira?
- Que exercícios foram necessários?


Quem sou eu?

Finalidade: apresentação socializada em grupo de participantes que não se conhecem.
Característica: autoconhecimento, descobertas, memória.
Material: cartolinas, hidrocor, fita adesiva.
Descrição:
1. Cada um escreve num círculo de cartolina, nome, signo do zodíaco e duas características marcantes que acha que os outros lhe atribuem.
2. Em seguida, escolhe-se no grupo um parceiro para conversar. A dupla então troca informações pessoais, aprofundando o conhecimento mútuo.
3. Ao comando do educador (coordenador), forma-se um círculo onde um apresenta o outro. As cartolinas com as informações pessoais são mostradas ao grupo.
Comentários:
1. As cartolinas podem ficar expostas durante o encontro, criando um ambiente de intimidade.
2. Uma conversar posterior sobre o que ocorreu pode possibilitar uma discussão sobre o grupo, seus limites e barreiras pessoais.

Fonte: Jogos de Cintura - Escola Sindical 7 de Outubro. Publicada no livro “Dinâmica de Grupos na Formação de Lideranças” - Ana Maria Gonçalves e Susan Chiode Perpétuo, editora DPeA.


Quanto tempo eu tenho

Objetivo: Provocar a saíde de si mesmo (desinibição) e conhecimento do outro.
Material: Som com música alegre, caixa de fósforos, um cartaz ou fichas - nomes, de onde é, de que mais gosta, uma alegria, uma tristeza etc. (Pode-se criar outras conforme o objetivo proposto).
Desenvolvimento:
1. Todos, em círculo, o facilitador distribui um palito de fósforo, não usado. As fichas devem estar em lugar visível (pode ser no centro do círculo).
2. Pedir a um participante que risque o fósforo. Enquanto o fósforo estiver aceso, vai se apresentando, falando de si.
3. Cuidar para que ele fale só o tempo em que o fósforo estiver aceso. Caso alguém não consiga, o facilitador, poderá usá-lo para que os outros façam perguntas (pessoais) como numa entrevista.
4. Outra variante é fazer com que os participantes conversem em dupla e depois utilizem o fósforo para falar o que conhece do companheiro.
5. Usar a dinâmica para perguntar: que significa amizade ou ainda, para revisar qualquer disciplina.
Discussão: Conseguimos expressar os pontos mais importantes na nossa apresentação? Como me senti? É fácil falar de nós mesmos? O que significa um fósforo aceso? (marcando tempo) O que significa o fogo? (iluminando).
Resultado esperado: Ter feito uma reflexão sobre o tempo que estamos na terra e o que podemos ser para os outros. A maneira como eu utilizo o fósforo é a nossa própria vida.
Analisar todas as situações que aparecem durante a dinâmica.

Fonte: Ronildo Rocha, Catolé do Rocha, PB.


A construção coletiva do rosto

Objetivos: Fazer com que os membros do grupo sintam-se à vontade uns com os outros.
Aplicação:
a) Orientar os participantes para sentarem em círculo;
b) O assessor distribui para cada participante uma folha de papel sulfite e um giz de cera;
c) Em seguida orienta para desenhar o seguinte:
- uma sobrancelha somente;
- passar a folha de papel para as pessoas da direita e pegar a folha da esquerda;
- passar novamente;
- desenhar um olho;
- passar novamente;
- desenhar o outro olho;
- passar a direita e... completar todo o rosto com cada pessoa colocando uma parte (boca, nariz, queixo, orelhas, cabelos).
d) Quando terminar o rosto pedir à pessoa para contemplar o desenho;
e) Orientar para dar personalidade ao desenho final colocando nele seus traços pessoais;
f) Pedir ao grupo para dizer que sentimentos vieram em mente.

Fonte: A Construção da solidariedade e a educação do sentimento na escola. Editora Mercado de Letras.


Caça ao tesouro

Objetivo: ajudar as pessoas a memorizarem os nomes umas das outras, desinibir, facilitar a identificação entre pessoas parecidas.
Para quantas pessoas: cerca de 20 pessoas. Se for um grupo maior, é interessante aumentar o número de questões propostas.
Material necessário: uma folha com o questionário e um lápis ou caneta para cada um.
Descrição da dinâmica: o coordenador explica aos participantes que agora se inicia um momento em que todos terão a grande chance de se conhecerem.
A partir da lista de descrições, cada um deve encontrar uma pessoa que se encaixe em cada item e pedir a ela que assine o nome na lacuna.
1. Alguém com a mesma cor de olhos que os seus;
2. Alguém que viva numa casa sem fumantes;
3. Alguém que já tenha morado em outra cidade;
4. Alguém cujo primeiro nome tenha mais de seis letras;
5. Alguém que use óculos;
6. Alguém que esteja com uma camiseta da mesma cor que a sua;
7. Alguém que goste de verde-abacate;
8. Alguém que tenha a mesma idade que você;
9. Alguém que esteja de meias azuis;
10. Alguém que tenha um animal de estimação (qual?).
Pode-se aumentar a quantidade de questões ou reformular estas, dependendo do tipo e do tamanho do grupo.

Obs.: A dinâmica foi tirada do subsídio “Dinâmicas em Fichas” - Centro de Capacitação da Juventude (CCJ) - São Paulo.

Dois círculos

Objetivo: motivar um conhecimento inicial, para que as pessoas aprendam ao menos o nome umas das outras antes de se iniciar uma atividade em comum.
Para quantas pessoas: é importante que seja um número par de pessoas. Se não for o caso, o coordenador da dinâmica pode requisitar um “auxiliar”.
Material necessário: uma música animada, tocada ao violão ou com gravador.
Descrição da dinâmica: formam-se dois círculos, um dentro do outro, ambos com o mesmo número de pessoas. Quando começar a tocar a música, cada círculo gira para um lado. Quando a música pára de tocar, as pessoas devem se apresentar para quem parar à sua frente, dizendo o nome e alguma outra informação que o coordenador da dinâmica achar interessante para o momento. Repete-se até que todos tenham se apresentado. A certa altura pode-se, também, misturar as pessoas dos dois círculos para que mais pessoas possam se conhecer.

Fonte: A dinâmica foi retirada do livro “Aprendendo a ser e a conviver” - de Margarida Serrão e Maria Clarice Baleeiro, Editora "FTD", 1999.

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